Profissionais discutem Cadastro Ambiental Rural na abertura do Seminário de Agronomia Setrem

AGRONOMIA

Profissionais discutem Cadastro Ambiental Rural na abertura do Seminário de Agronomia Setrem

Evento vai promover palestras no Auditório do Campus Setrem até o dia 28 de maio

Na noite de terça-feira, 22, ocorreu a abertura do IX Seminário de Agronomia Setrem, no Auditório do Campus da Instituição. Na oportunidade, o biólogo da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) do RS, Ms. Alexandre Huller, o docente do curso superior em Direito da Setrem, Ms. Marcos Scherer e o engenheiro agrônomo da Emater/Ascar-RS, Marco André Junges discutiram as decorrências técnicas e sociais do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no âmbito das propriedades rurais, com mediação do docente do curso de Agronomia Ivar José Kreutz.

A abertura do evento também contou com a presença do diretor-geral da Setrem, Sandro Ergang, do vice-diretor da Faculdade Três de Maio, Mauro Nüske, do coordenador do curso superior em Agronomia, Marcos Caraffa, do coordenador do curso técnico em Agropecuária, Claudinei Schmidt, integrantes do Diretório Acadêmico do Curso de Agronomia (DAAGRO), professores, acadêmicos, profissionais e produtores rurais.

Ergang destacou em seu pronunciamento que, apesar do cenário turbulento da economia mundial e as instabilidades climáticas, existem também boas notícias para a agricultura e a região, com base na inovação. “A inovação é um tema recorrente aqui na Instituição e, principalmente, no que diz respeito ao desenvolvimento social. Fiquei muito feliz com a participação dos nossos estudantes no Hackathon do Agro, em Santa Rosa, quando a equipe vencedora foi formada por acadêmicos de Agronomia e Sistemas de Informação. Isso nos motiva a ampliar essa discussão e participar de outros eventos semelhantes, como o Desafio Cidades Inteligentes, o qual acontece nos dias 1º e 2 de junho, na Setrem”.

Em seguida, cada profissional apresentou a sua perspectiva sobre o tema. Marcos Scherer analisou a legislação do novo Código Florestal, que incluiu o CAR como uma exigência. “A nova legislação, em termos gerais e estruturais, pouco muda em relação ao antigo Código. A proteção do meio ambiente continua sendo obrigação do proprietário mediante a manutenção de espaços protegidos da propriedade privada, divididos entre Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL)”, disse Scherer.

Para o biólogo Alexandre Huller, o CAR possui muitos benefícios aos agricultores. “Ele permite ao agricultor fazer uma declaração do que existe na sua propriedade, como florestas, vegetação nativa, APP e RL. Com base nessas informações, ele vai receber uma declaração de que tem a regularidade ambiental, a qual dará a possibilidade de estar de acordo com a lei, evitando multas e, também, a continuidade do acesso a financiamentos bancários, como custeio e investimentos na sua propriedade”, explicou.

A nova legislação na qual foi incluída o CAR deveria ter sido melhor discutido, afirmou o engenheiro agrônomo Marco Junges. Em sua fala, o profissional da Emater exibiu os números de cadastros realizados até o momento, visto que o prazo se encerra no dia 31 de maio. Ele destacou ainda outra novidade do novo Código Florestal, o Programa de Regularização Ambiental (PRA). “Todos os agricultores que declararam que em suas propriedades seja necessário fazer algum tipo de adequação ambiental fizeram adesão ao PRA. Mas esse programa ainda é uma incógnita para todo mundo. Como vai acontecer e quem vai fazer esse projeto de recuperação ambiental? Precisamos pensar tecnicamente nesta questão e, por isso, é importante discutir qual o comprometimento e as espécies que serão adotadas, por exemplo, para essa recuperação? São muitas interrogações existentes e que devem ser discutidas”, questionou. Após as explanações, cada palestrante respondeu a perguntas do público.

O IX Seminário de Agronomia prossegue até 28 de maio e é uma realização curso superior em Agronomia da Setrem e do Diretório Acadêmico do Curso de Agronomia (DAAGRO), com apoio com apoio da Celena, Agrosol, Vertente, Forquímica, Inplan, AENORGS, Unitec e DACAF.

FOTOS: EDUARDO ERTHAL/SETREM