Dia Mundial pela Conscientização da Esclerodermia

Uma doença rara, crônica, autoimune e não contagiosa. A Esclerodermia compromete os tecidos conjuntivos de diferentes partes do corpo, e por isso, tem como principal característica o endurecimento da pele. Ainda pouco conhecida no Brasil, a doença torna-se evidente durante o mês de junho em função do Dia Mundial pela Conscientização da Esclerodermia.

A patologia pode acarretar sérias complicações à pele e a órgãos como esôfago e pulmões. Segundo a Reumatologista, Fernanda Guidolin, “As causas da Esclerodermia ainda são desconhecidas, mas se sabe que é mais comum em mulheres entre 25 e 55 anos, especialmente em pacientes com Fenômeno de Raynaud”. O Fenômeno de Raynaud é uma condição na qual ocorre um exagero na resposta à temperatura fria dos vasos sanguíneos, principalmente de mãos e pés. Também pode ocorrer depois de situações de estresse intenso em um ou vários dedos. Pode acompanhar sensação de formigamento ou amortecimento, além da alteração da coloração dos dedos.

Existem dois tipos de Esclerodermia, a forma sistêmica e a forma localizada. A Esclerose Sistêmica afeta a pele e os órgãos internos do organismo e é quatro vezes mais frequente no sexo feminino. A forma localizada afeta apenas uma área restrita da pele e os casos são mais comuns em crianças. 

Segundo a Organização Scleroderma e Raynaud’s do Reino Unido, os casos em crianças representam apenas 10%. O tratamento é semelhante ao dos adultos e o acompanhamento deve ser mais rigoroso. Apesar de não ter cura, alguns medicamentos orais e tópicos podem alterar a progressão da doença, evitando graves complicações.

Fonte:Jornalismo Colabore CM